Publicado por: Caio Gondim | 2 agosto 2008

Trilha Paulista – Cuieiras

Trilha realizada pelo Venture Bikers entre Paulista e Igarassu/PE – em 02/08/2008

TrVB 02082008 001

De Paulista às Cuieiras de Igarassu…

Por Fernando Dornelas

Dia de trilha, acordo as 4h25min da manhã e vejo que o tempo continua com chuva desde o dia anterior. Começo a me preparar para sair e tomar o café da manhã e como era de se esperar com aquele tempo, começaram os telefonemas com as desistências, tinha dor por todo lado, um com dor de cabeça outro com dor de coluna e outros com problemas com a família. Alguns ligavam para saber se iria realmente ter trilha porque a caminha estava tão quentinha que tava difícil de sair, mas ao perguntar ao filho e tentar persuadi-lo, teve a resposta que não esperava, VAMOS PAI!

No primeiro local de encontro, eu, Fernando Livino, Marcos Cisneiros e Guilherme nos encontramos. O restante do grupo ia nos encontrar no 2º local para encontro, num posto em Abreu e Lima. Ao chegar ao posto ficamos no bar e aguardamos a chegada de Malagueta, Ludimar, Lula Moura, Rebeca, Sérgio, Genésio e Marquito que nos surpreendeu quando chegou dizendo que só veio porque estava chovendo e apesar de estar há um bom tempo sem pedalar.

Iniciamos nossa aventura as 8h20min por asfalto em ciclovia por 1km, que não deu nem para aquecer antes do nosso primeiro e grande obstáculo, uma subida de asfalto muito forte com 400m até a estação da Compesa ao seu final. Agora, todos forçadamente aquecidos. Rebeca que colocou, ao sair do posto, uma capa de chuva, só usou até o final da subida, em virtude de calor que sentiu depois de subir a ladeira, então, retirou a capa.

Contornamos a estação da Compesa por um Single Track e entramos em uma área de Mata Atlântica e depois de pedalar um pouco por ela, o sentimento de tristeza me atingiu ao ver que o single que existia ali, tinha sido aberto e se transformado em uma estradinha com arvores tombadas, dos dois lados do caminho, destruindo aquela mata, antes preservada.

Continuamos e depois de percorrer três quilometros até encontrarmos novamente o restante do single por mais uns mil metros, onde descemos uma trilha escorregadia até sair da mata e ver de cima uma vista muito bonita de uma pastagem com uma descida com muita adrenalina até o açude.

Depois de alguns tombos e escorregões, chegamos ao manguezal, onde passamos por um trecho alagado e logo após uma subida de barro mole onde teve gente que quase perdia o sapato, preso no solo.

Voltamos novamente ao mangue, onde deveríamos pedalar uns 100m até um riacho que tínhamos de cruzar, só que em virtude das chuvas, esses 100m estavam completamente alagados, o que normalmente não acontecia neste local e isso nos deixou preocupados, já que, se ali a água batia na nossa cintura, no riacho talvez não desse para passar.

Organizamos uma equipe, fomos eu Marquito e Marcos tentar chegar até o rio e ver sua profundidade. Foi realmente uma aventura e um susto para mim quando vi Marquito e Marcos que são bem mais altos que eu, dentro do rio com a água no pescoço, pense num desespero ao ver aquela cena e pensar: Por ai não dá! Vamos ter que dar a volta e rodar uns 4km a mais.

Mas os dois já estavam retirando galhos e pequenos troncos do rio para dar passagem ao grupo. Passamos o rádio para os outros e dissemos que seguissem em frente, ao nosso encontro. A travessia foi uma luta, fizemos uma corrente de pessoas cruzando o rio para passar de um a um as mochilas, rádios, máquinas fotográficas e as bikes e o pessoal, principalmente os mais baixinhos Sérgio, Rebeca e Lula aos quais dissemos que não retirassem os capacetes, pois se a água os levasse, daria para velos pelos capacetes boiando! Brincadeira, heim?

Depois de refeitos, seguimos por estradinha até nosso próximo obstáculo, outra ladeira de 400m em paralelepípedo, até as ruínas da igreja de São Bento, de onde tínhamos uma vista muito bonita apesar do tempo nublado, dava pra ver ate o mar. Tiramos fotos e saímos para procurar o melhor caminho para descer, já que as trilhas estavam muito escorregadias e os tombos seriam inevitáveis como, eu, Genésio e outros tivemos que comprovar com nossa visita ao solo.

Conseguimos afinal descer e começa a chover e alagar a trilha com enxurradas de água no nosso caminho. Mudamos para uma estrada onde não havia água escorrendo no caminho, que maravilha, acabaram-se os problemas… Engano nosso, fura o pneu de Malagueta, mas, para nossa sorte, andamos um pouco e encontramos uma coberta em um bar, onde paramos para concertar e beber algo. Conserto feito, vamos sair e Marquito fala “meu pneu furou”. Resultado, depois de uma hora nesse local foi que saímos.

A partir daí, em virtude da hora, já eram 12h45min e só fizemos 15km e ainda teríamos pela frente mais 20km, decidimos voltar daquele ponto, só rodaríamos mais um pouco até a BR-101 de onde voltaríamos para o posto. Pegamos um single e logo em seguida, um estouro. Era o pneu de Malagueta estourando e rasgando na lateral. Ludimar disse que teríamos que deixar Malagueta e ir buscar o carro para resgatá-lo. Paramos em outro bar e decidimos colocar outra câmara e um “manchão” com pedaços da câmara furada, só que o pneu ficou com bucho e o Sérgio amarrou outro pedaço da câmara no pneu e deu um nó. Enquanto consertávamos o pneu, foi servida uma galinha a cabidela, uma delícia, foi a maior festa, parecia que todo mundo tinha vindo do deserto morrendo de fome, principalmente Ludimar que não parava de comer, só faltou lamber o prato.

Bike consertada e barriga cheia, continuamos. Como o pneu estava com um nó, preocupado, Sergio, mais leve que Malagueta, decidiu trocar de bike e assim foram os dois juntos até o final no posto, lado a lado, pareciam dois namorados, tava lindo!

E assim terminamos mais uma aventura com um grupo que foi dez!

Valeu galera…

 

Trilha Paulista à Cuieiras de Igarassu/PE

DADOS TÉCNICOS:

Percurso – 21,13Km
Tempo pedalado – 2’22”39
Veloc. Máxima – 38Km/h
Veloc. Média – 8,8Km/h
Tempo Total – 6h.

Ventures Bikers

venturebikers@gmail.com

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