Publicado por: Caio Gondim | 14 fevereiro 2009

Trilha Engenho Monjope

Por Fernando Dornelas

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Já estamos nas semanas que antecedem ao carnaval, e muitos ciclistas já estão esquentando e se preparando para essa que é a maior festa popular do país, participando de vários blocos que saem nesses dias e não podendo participar da trilha, além daqueles que andam afastados por motivos profissionais como Caio e Carol. Mas, ainda encontramos dez destemidos trilheiros que toparam fazer Engenho Monjope, apesar das várias ladeiras. Para subir, tivemos a maior parte do percurso percorrido em matas fechadas, por single tracks e por duas vezes tivemos que cruzar rios logo abaixo da queda da água de suas barragens. Tudo muito bonito, onde a natureza se mostra ainda preservada!

Iniciamos a trilha às 8h28min saindo do posto Esso, próximo a fábrica da Gerdau em Cruz de Rebouças. Logo no inicio, ao avisar sobre as quatro subidas que teríamos que enfrentar, percebi a apreensão de alguns. Para mim, também, já que seria a primeira vez que faria essa trilha e só decidi faze-la, em virtude de me pedirem muito e por conta, da beleza do lugar. Então vamos ao trabalho, passei a semana montando o roteiro dessa trilha e medido o desnível das ladeiras para decidir por onde subir e por onde descer, com meu amigo, que a cada dia nos facilita mais o desbravamento de novas trilhas. É o Gugu (GOOGLE EARTH).

Logo no início descendo uma ladeira de calçamento, que seria a nossa última subida de volta, já percebemos a diferença, entre os participantes, uns descem a todo vapor e dando gritos de alegria, quanto aos outros que descem devagar e sempre. Estilos diferentes para enfrentar a mesma aventura!

Em pouco tempo chegamos à mata que teríamos que entrar num single até a primeira barragem e o rio que devíamos passar pro outro lado. Ao chegar ao rio, muitas fotos, pela beleza do local da barragem com a cachoeira formada com a queda de sua água em meio à mata. Procuramos uma pinguela ou outro tipo de passagem para, o outro lado do rio, mas não encontramos nada e teríamos que entrar no rio carregando as bikes para atravessar. Como a força da água impressionava, entrei no rio pra ver se dava pra passar, e à medida que fui entrando, parecia que ia congelar, a água estava super gelada! Fazer o que continuei até a água atingir o tórax e parecia que à medida que a água subia o nível, ficava cada vez mais gelada. Tudo bem! Dá pra passar! Virei e chamei o grupo. Mas passar por ai? Foi à resposta de alguns que não queriam molhar as meias! Como só tínhamos essa alternativa, todos passaram sem problema. O Sérgio Falcone decidiu passar pedalando e lá foi ele e sua bike submersa!

A partir daquele ponto, nós deveríamos, segundo meu amigo “Gugu”, começar a subir uma ladeira em um single pela mata com um desnível de 50m, como havia vários caminhos, peguei o que seguia mais para o nosso lado esquerdo, só que depois de andar um pouco, o GPS que levava só chegou a marcar mais 30m e depois começou a descer. Decidimos voltar e seguir por outro single mais atrás. Logo no seu início, uma ladeira, bem inclinada e escorregadia com erosões. Encarei mais na certeza de não conseguir subir, mais consegui chegar ao seu final e escorregar quando já ficava plana. Paras os EXTREMES, do grupo, foi uma festa essa subida.

Chegando ao final da ladeira, no caminho correto, andamos mais um pouco por estrada na mata até encontrar o outro single por onde desceríamos o outro lado do morro. Foi outra festa essa descida cheia de curvas e erosões pelo caminho até seu final em outra estrada. Depois de subir e descer duas ladeiras que exigia boa habilidade para seguir sem cair ou colocar os pés no chão, vimos como o nosso amigo Sérgio Falcone estava espirado e conseguia ultrapassar sem problema os obstáculos. Já Catarina, Antônio, Mônica, Flávio e Eu fomos ao chão em alguns dos obstáculos!

Continuamos por estrada plana, até uma entra à direita, entrei para verifica se era ali a nossa segunda e maior subida, informada por GUGU! Logo no começo depois de uma pequena descida, uma ponte de troncos com largas fendas entre eles. Fui por cima do tronco mais largo e consegui chegar do outro lado pedalado. Passei, por rádio que o caminho era por ali já que logo depois da ponte, começava a grande subida com desnível de 80m. Quando todos chegaram à ponte, desafiei, se conseguiam passar pedalando, alguns tentaram mais não conseguiram, mais uma vez, o habilidoso Falcone, foi o único que passou sem problema!

Subimos à ladeira empurrando as bikes, no seu final, torres de alta tensão, seguimos por estrada no planalto até um bar e paramos para nos hidratar. Perguntamos aos nativos do lugar onde seria o caminho para a segunda barragem e acabamos descobrindo, a descida mais técnica do percurso, estreita com muitas raízes, ondulações e tipos de solo. Um local assim, normalmente seria evitado por pessoas normais, mais como apesar dos estilos diferentes dos componentes do grupo, prece que só tem DOIDO no grupo, pois quanto pior o local maior é a alegria, parecia realmente um bando de maluco descendo e gritando dentro da mata.

Chegando ao final da ladeira, mais uma recompensa, uma barragem, maior que a anterior com maior volume de água, mais que para cruzar o rio logo depois da queda da água, havia uma passagem molhada que dava pra passar até pedalando. Voltamos a uma estrada por onde seguimos, até encontrar a terceira ladeira, comecei a subir e depois da primeira curva, vi que estava só, parei e perguntei pelo rádio pelo grupo, eles não subiram, achando que era brincadeira minha, que o caminho não era por ali e que eu ia voltar! Engano de vocês, respondi é pra subir mesmo!

Andamos por essa estrada por um bom tempo subindo mais com pouca inclinação, mais já se começa a perceber o cansaço de alguns que não pedalam habitualmente durante a semana, para se condicionar. Mas falta pouco, para chegar ao local de parada, determinado, avisei. Continuamos, já no alto do morro, aviso que no local onde sairemos da estrada, tem dois mourões de tijolos a nossa esquerda, e continuamos em frente, só cinco componentes, seguiram a minha frente atrás da nova guia Catarina que desembestou na frente com seus seguidores, não viu os mourões, ou não sabia o que eram mourões, não percebeu que eu tinha parado nos mourões, e foi embora com o grupo, foi quando gritei ô perdidos, quem é o guia aí! Pararam e voltaram até a entrada da trilha.

Começamos uma descida bem acentuada com um solo duro e todo rachado de erosões, mais uma vez os malucos, desceram a todo vapor e gritando! Ao final da ladeira seguimos por um single, novamente por dentro da mata e acompanhando o riacho até o ponto onde teríamos que cruza-lo, carregando as bikes, mais sempre aparece um querendo fazer pedalando por dentro do rio, dessa vez foi Flávio que acabou tomando um tombo dentro do rio causando risadas do grupo! Do outro lado do riacho, pouco a frente, estava o bar de Totonho titiu, nossa parada.

Parada, hora de repor as perdas de calorias da trilha, saiu de tudo galinha a cabidela, carne de sol, tripa de porco e charque com macaxeira. Já Mônica com seu sanduíche natural e suco de caixinha, não participou do nosso banquete já que está muito gorda, segundo ela, tinha engordado 3 kg, ou seja, já deve estar pesando uns 45 kg! Ta enorme de gorda! Comemos e bebemos e saímos para os últimos cinco quilômetros até o posto onde deixamos os nossos carros.

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Chegamos ao posto exatamente às 15h e todos bem, depois de vencer uma trilha difícil em alguns pontos, mais muito bonita e prazerosa em sua maior parte.

Valeu trilheiros Antônio, Luiz, Flávio, Catarina, Mônica, Leo, Falcone, Geise e Márcio. Revigorados e prontos para o carnaval!

DADOS TECNICOS:

Percurso – 30,39 Km.
Velocidade Média – 10,8 Km/h.
Velocidade Máxima – 41,4 Km/h
Tempo pedalado – 2h48min.
Hora de saída – 8h28min.
Hora de chegada – 15h00min.

 

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