Publicado por: Carol | 17 abril 2009

Cicloviagem RN-PB

Por Carol Silva

tODOS

“Aventura é o que sobra depois que você tem certeza que planejou tudo” …
(frase adaptada do Amir Klink).

Bem, o espírito dessa cicloviagem foi por aí mesmo! Muiiiita aventura para todos. De calouro nesse tipo de aventura, apenas o Flávio Torres, que por sinal, se saiu muito bem, prometendo participar de muitas mais, pois adorou! Todos os outros, Dornelas, Eli, Carol, Rafael, Sérgio, Geyse, Mônica e Josy, já tinham alguma experiência no assunto e tudo correu super bem, imperando um clima de alegria geral, contagiando até mesmo o Sanderson, nosso motorista, apoio e mais novo amigo.

A chegada a Natal foi tardia, mas, barulhenta e animada e nos instalamos na casa de nossa amiga Rubiana, a qual nos esperava de portas abertas e acomodou-nos confortavelmente – um obrigado especial para ela por ter aberto a sua casa para esses aguerridos ciclistas.

Pela manhã, café e pedal. Aproximadamente 50 km nos esperavam. No primeiro dia fomos até Pipa. O trajeto, repleto de pontos turísticos, encantou a todos. Passamos pelo maior cajueiro do mundo, em Pirangi, pela praia de Búzios, onde se avistam os golfinhos e vencemos a parte mais pesada do trecho, pela praia, mas como fizemos o planejamento para pegar a maré baixa, deu para percorrer os 6 km “com o pé nas costas”. Fizemos a travessia de balsa em Tibau do Sul e chegamos a Pipa. Um trajeto fácil, limpo, rápido.

Aproveitamos um belo momento de descanso às margens do Rio Tibau, onde nos refestelamos com um caldinho de camarão que mais parecia uma sopa de tão grande. Ainda deu tempo de tomar um banho de “rio/mar”, já que estávamos na foz e depois de tirarmos o sal, voltamos a pedalar. Durante todo esse percurso, nosso apoio foi feito bem de perto, com a van ao alcance de um grito, era desnecessário, mas estava disponível e isso é sempre reconfortante.

A chegada em Pipa foi uma festa. A cidade fervilhava por causa do feriado. Muita gente bonita, sorrisos em todos os rostos, e muita, muita gente no meio da rua, uma dificuldade para pedalar e se para nós ciclistas estava assim, imaginem para uma van com reboque? Sorte que o Sanderson é bastante habilidoso ao volante e depois de algumas voltas, juntos, localizamos o Camping da D. Ednara. Ela havia reservado para nós alguns quartos dentro da casa, então foi bem mais confortável do que dormir nas barracas que levamos para o caso de alguma eventualidade, mas elas voltaram embaladas como foram! D. Ednara foi de uma simpatia só. Ela também pedala e, com freqüência, recebe ciclistas que vão só para pernoitar. A noite fomos jantar numa pizzaria italiana que tinha uma comida muito gostosa, uma ótima oportunidade para colocarmos as impressões que cada um estava tendo daquela aventura.

Pela manhã, fomos tomar café na pousada Praiana, onde é oferecido um desjejum bastante completo. Deu até preguiça de pedalar depois… Depois de tudo organizado, começamos a pedalar bem mais tarde do que havia sido planejado, pois já era quase 9h. Para quem viaja pelo interior, nem sempre o horário de saída é grande problema, mas para quem viaja pelo litoral, as travessias dos rios são momentos sensíveis, pois dependem, em sua grande maioria, de embarcações que só se deslocam até pouco antes do pôr-do-sol, além disso, não teríamos nesse ínterim, a companhia da van, a qual seguiu direto para a Baia da Traição.

Fomos para as falésias que dão caminho para a Praia do Amor. O visual é de tirar o fôlego, ríamos tanto, tiramos tantas fotos. Além de nós, só encontramos dois grupos de surfistas, que nos cumprimentaram e caíram n’água e dois agentes do Serviço Secreto de Catarina (urubus que ficaram nos observando)! Logo chegamos a Sibaúma e fomos para a balsa de Barra de Cunhau, que faz a travessia do Rio Curimata. O Sérgio, que tem uma barraca de caldo de cana lá nos recebeu cheio de informações, disse que grupos de João Pessoa (organizados pelo Pepe), sempre fazem o trajeto. Pegamos um trecho de praia e como a maré já estava começando a subir, optamos por acessar a estrada da fazenda que margeia o mar, subindo por entre as dunas, chegamos a uma estrada de piçarra que desemboca na estrada que leva a Baia Formosa.

Chegando lá, muitas fotos. Tem um mirante logo na entrada, onde você vê todo contorno da praia, algumas falésias e uma bica lindíssima. Entramos na cidade e procuramos uma lanchonete para almoçar, afinal, saco vazio não pára em pé. Nesse meio tempo, procuramos informações do melhor caminho para passar na Lagoa da Coca-cola e seguir para Sagi. Na verdade são sete lagoas em que a maior delas recebe esse nome em virtude de sua coloração. Antes disso, perdemos bastante tempo com o pneu de Josi, primeiro furou e depois de consertado, apresentou problemas na válvula da câmara de ar. Entramos numa região de mata e haja areia fofa, muitos trechos, só conseguimos atravessar, empurrando as magrelas, mas pelo visual, valeu a pena todo esforço. Lindo, lindo, lindo! Finalmente, chegamos à lagoa. Sérgio, Dornelas e Geyse resolveram entrar na água, mas o restante do grupo evitou, receoso que pudesse haver algum desconforto depois, haja vista a lagoa ter bastante vegetação e isso significar uma enorme quantidade de microorganismos na água também. Mas deu tudo certo depois e ninguém sentiu nada.

Saindo da lagoa, deveríamos voltar um trecho e pegar a piçarra em direção a Sagi. Mas o Ricardo, guia da região, resolveu nos por a prova e levou-nos por um trecho de areia fofa, bem grande, até a praia (mais areia fofa), até chegarmos na piçarra. Como já estava escurecendo, começamos a tentar entrar em contato com o Sanderson, para ele vir nos pegar em Sagi. Definitivamente, não teríamos como chegar pedalando à Baia da Traição, até porque a balsa que faz a travessia do Rio Camaratuba só funciona até as 17h e já eram 19h. Mas cadê sinal de celular? Nenhuma das operadoras conseguia, a única que às vezes apontava, não completava a ligação. Conseguimos contatar Saulo (em Recife) e pedir que ele ligasse para a pousada em Baia da Traição para avisar ao Sanderson. Feito isso esperamos a chegada do resgate! Fomos para o bar do Sr. Chiquinho, que foi de uma atenção só. Até nos deu livre acesso à cozinha para Dornelas fazer um café de soldado (sem coador). Nos acomodou e ficou de prontidão, aguardando a chegada da van. Só que, chegar a Sagi não é fácil nem mesmo de carro, para quem não conhece então… Sanderson se perdeu e só conseguiu nos localizar no amanhecer do domingo. Mais uma vez, um obrigado especial ao Sr. Chiquinho que, garanto, não vai ser esquecido por nenhum de nós.

Seguimos para a pousada Catumbaé em Baia da Traição, onde o Sr. Aluízio nos esperava com um farto café da manhã. Depois de tantas emoções, do cansaço geral, chegamos ao consenso que era melhor parar a cicloviagem por ali e retornar direto para Recife, até porque vivemos um momento em nossas vidas em que só fazemos o que nos dá prazer e alegria e esse feriado já tinha sido muito generoso nesse sentido. Resolvemos aproveitar o dia, curtindo a praia, jogando conversa fora, descansando e repondo as energias para encarar a semana.

Ficou faltando visitar a reserva indígena Potiguares, mas o faremos em outra oportunidade! Às 16h iniciamos a volta para Recife, pegamos um engarrafamento na BR101, por causa da duplicação da pista, mas nem isso tirou a graça da turma, foram brincadeiras constantes até a chegada na casa de Dornelas.

Nosso muito obrigado a todos que participaram, ajudaram, apoiaram e tiveram a maior paciência com as nossas necessidades.

Valeu Venture!

Em breve, todas as fotos…

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