Publicado por: Lula Moura | 28 abril 2009

A volta foi pela Ilha

Por Lula Moura

A volta foi pela Ilha…

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Após quase seis meses afastado das trilhas por motivos de compromissos profissionais, acadêmicos e até sociais, decidir sentir novamente o prazer de pedalar pela natureza, não que tenha havido uma folga na agenda infelizmente, mas cheguei a conclusão que com o nível de stress que estava convivendo teria que realmente fazer uma parada estratégica de qualquer jeito, e nada melhor para isso do que rever os velhos e bons amigos em uma trilha pelas matas, mangues e estradões de nossa região.

O Venture bikers desta vez nos levaria de volta a ilha de itamaracá para explorarmos uma trilha recém descoberta pelo nosso guia Dornelas, partiríamos do local de sempre, a Lagoa Azul, e seguiríamos até o lado norte da ilha por dentro de belos singles circundados por aquele fantástico visual e aquele cheiro de natureza que faz bem a qualquer mortal.

O grupo como sempre era de alto astral puro. Este é sem dúvidas o principal fator que compõe a magia destas aventuras fantásticas, e como já era esperado, fomos recebidos calorosamente por todos. A minha única preocupação ficava por conta do preparo físico, pois todo este tempo sem pedalar e voltar logo em uma trilha, normalmente não é uma das opções recomendadas.

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Logo de início já tivemos que encarar algumas subidas daquelas que esquentam até os músculos dos cabelos, bom… pelo menos com estes não precisei me preocupar, mas posso garantir que os outros sentiram o “calor” rapidinho, mas nada que um belo visual não servisse para compensar os esforços e lembrar o quanto aquilo me faz bem.

O percurso a partir dai foi bem travado, pequenas trilhas que exigiam uma tocada bem técnica, e muita habilidade para passar pelo pequenos caminhos e obstáculos caminhos, até chegarmos ao ponto da ilha que exigia uma passagem de barco para o outro lado. Foi nossa primeira parada e a oportunidade de nos fartarmos com água de coco, para alegria de um nativo que fazia esta travessia com um carro de mão cheio de cocos verdes para vender na praia, e sem muito esforço, vendeu tudo ali, logo no desembarque de sua carga.

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Logo após a hidratação partimos para a travessia de barco e demos continuidade à parte nova da trilha por dentro de uma mata cheia de singles, que circulavam um morro e nos levavam de volta ao mesmo ponto, de onde pegamos um estradão até chegarmos a Lagoa Azul, nosso ponto de partida após pouco mais de 30 km de muito alegria, por volta das 16h30min.

Terminei fisicamente acabado, mas mentalmente renovado. Agradeço mais uma vez ao Venture Bikers e a todos os companheiros que participaram desta pedalada, alegre por estar de volta, e por ter tido a oportunidade de rever todos, e tudo que só nós aventureiros temos o prazer de ver e sentir.

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Abraços de Aventureiro

Lula Moura

Por Carol e José Mauro

Perfeito – segundo o dicionário Aurélio: “Que reúne todas as qualidades concebíveis, que atingiu o mais alto grau numa escala de valores, incomparável, único, sem par”. Esta é a palavra que resume a trilha que fizemos neste sábado. Conseguimos juntar todas as condições para que a palavra “perfeito” explique tudo o que aconteceu em Itamaracá.
Foram 18 aventureiros. Um dia com pouco sol, uma trilha com descidas radicais, a maior parte dentro da mata atlântica, o coleguismo de sempre, as brincadeiras que alegram quando o cansaço bate, e principalmente, o espírito de aventura que faz o diferencial deste grupo.

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Tudo começou no encontro da pracinha por trás do parque da Jaqueira, uma leve chuva nos recebeu, mas não arrefeceu os ânimos, e em caravana seguimos para Itamaracá. Viagem curta que nos levou a um dos belos lugares de Pernambuco para se fazer trilha “radical”, pela preservação da mata atlântica e pela diversidade dos ecossistemas que lá se encontra.

A trilha já começou com uma subida animada para aquecer os aventureiros. Mas a subida não era nada, comparada com os atoleiros que passamos (e ainda não estamos no inverno), e descidas radicais (quanta velocidade). Chegamos a Itamaracá e fomos para a Lagoa Azul. Deixamos os carros e começamos a pedalar já com uma amostra do que seria a trilha, um belo trajeto dentro da mata, ouvindo os pássaros cantar e com uma temperatura agradabilíssima. Ao nos depararmos com a primeira ladeira, o nosso guia optou por contorná-la e fazer a subida mais leve, alguns intrépidos ciclistas decidiram enfrentar o desafio, mas para desgosto de todos, ninguém conseguiu zerar a ladeira, muito íngreme e com o barro escorregando, foi difícil até empurrar a bike! Mas ainda assim, alcançamos o topo ao mesmo tempo que o pessoal que contornou.

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Para quem pensou que esse seria o maior desafio da trilha… Enganou-se, depois disso enfrentamos um lamaçal de dar inveja a qualquer cascão. A chuva dos dias anteriores castigou mesmo o terreno, mas tornou muito mais divertida nossa trilha, apesar de não ter acontecido nenhuma queda espetacular dentro da lama (o que foi uma pena!), foi realmente superação, ultrapassar o trecho. Aí, mangue, parte pequena, seca, tranqüila, a seguir uma descida radical, quase 2 minutos de descida, para quem optou por soltar o freio. O dia estava perfeito.

Ainda atravessamos de Jaguaribe para a praia do Sossego, no trecho de rio, de canoa. Foram 3 viagens, por causa das bikes e muitas brincadeiras. Fizemos a parada para hidratar e continuamos até encontrar a entrada que contorna os viveiros de peixe e crustáceos.
Metemos-nos no meio da mata e nossos olhos foram brindados com cenários espetaculares, muito verde, muita tranqüilidade. Encontramos um senhor que nos recebeu com um banho de cacimba revigorante.

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Depois de todo esforço e suor, a água gelada descia restabelecendo as forças. Voltamos para a entrada do Sossego e entre a opção de retornar por Jaguaribe e Pilar (tudo no calçamento) e pegar a estrada para o Presídio Barreto Campelo, que é de barro, escolhemos a última. Ninguém ia perder a chance de andar no barro, né? Ainda entramos novamente no mangue para cortar caminho! Chegando a pista, nova decisão: voltar até a entrada de Vila Velha e pegar a ladeira de calçamento – que dava mais ou menos 2 km, ou segui pela pista até a entrada da Lagoa Azul – que dava 4 km. Resolvemos pegar o percurso mais curto mesmo com a subida de quase 800m. Depois disso foi só descer ladeira e chegar à Lagoa Azul.

Por conta do horário, nem desfrutamos do banho, só nos organizamos para retornar. O sentimento geral era de que, foi radical, mas perfeita! Aos que andavam ausentes das trilhas, que bom que voltaram, aos iniciantes, nossas boas vindas e que se tornem assíduos.

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E a próxima é em Bonito! Lá serão cachoeiras para nos deliciarmos.
Até o fim do ano, vamos eleger a melhor trilha do ano… A disputa será difícil!!

Abraços a todos!

Carol e José Mauro

Em breve, todas as fotos…

Veja tambem em http://blog.azimuteaventuras.com.br/

 

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