Publicado por: Caio Gondim | 30 julho 2009

Trilha Forte Castelo do Mar – Paraíso

TrVB 08082009 143

TrVB 08082009 201TrVB 08082009 214

TrVB 08082009 210

TrVB 08082009 209TrVB 08082009 146

TrVB 08082009 081

TrVB 08082009 212TrVB 08082009 207

TrVB 08082009 228

Castelo do Mar deixou saudades em quem a fez da primeira vez e não menos ansioso para quem só pode apreciar através de fotos. Dessa maneira, resolvemos incluí-la na agenda desse mês, incentivados por ambos os grupos.

A princípio, nos reunimos no local de sempre, na Praça Souto Filho,na Jaqueira e de lá nos dirigimos ao posto Texaco no início do novo trecho da BR 101-Sul, onde mais alguns ciclistas se integraram. Ainda faltavam Cláudio, Mário, Diego e uma turma que seguiu com eles direto pra Gaibú, por trilha, pois todos moram nessa área e já conhecem bem a região.

Ao chegarmos ao local da saída, nos preocupava o tempo, fechando rapidamente e prometendo bastante chuva e não tínhamos notícias do pessoal que seguiu pedalando. De repente, chuva e muita… Nos abrigamos sob a coberta do posto de serviços enquanto Cláudio e os demais chegavam e nesse ínterim, a bike de Dornelas deu sinais de que havia algo errado e não teve outro jeito a não ser levar a bike do guia de carro mesmo a uma oficina próxima, onde se verificou faltarem esferas suficientes em um dos cubos.Problema incomum numa bicicleta recém revisada, mas, em trilha,tudo acontece…

Os meninos chegaram e o grupo já somava 25 ciclistas. O melhor, a chuvarada revelou-se apenas uma pancada, pois não tivemos mais nem uma gota e de cara, saímos na praia de Gaibú, onde a paisagem já dava uma idéia do quanto a região é bonita e merecia mesmo uma nova visita. Subimos as pedras até passarmos pelo Forte São Francisco Xavier e o cambio de uma das bikes reclamou. Experientes, os meninos não tardaram em resolver, dando tempo para o grupo tirar ótimas fotos e, é claro, dar uma respirada da subida.

Pedal na ativa, nos dirigimos para a baía de Calhetas e as imagens belíssimas se sucediam deixando a todos encantados. Sem dúvida, um dos mais bonitos recantos do litoral do Brasil, retratado em cartões postais que atravessam todo o mundo. Por mais que a gente conheça, a verdade é que não cansamos de nos admirar com tanta coisa bonita que nosso estado oferece. Alguns aproveitaram a descida até a praia para exercitar técnicas de descida e soltaram o freio, adrenalina pura.

Seguimos para a antiga Casa do Faroleiro, integrante do Parque Metropolitano Armando de Holanda Cavalcanti, uma área de 270,1 hectares a 50 km do Recife, ainda pouco conhecido dos próprios pernambucanos, mas que encerra uma parte muito importante da história do nosso povo, tanto nativo como colonizador. Em frente a casa, ainda incrustadas na rocha, as bases da estrutura do farol, obra do fim do século XIX.

Da casa do Faroleiro até a Bica do Ferrugem descemos por uma área considerada de grande importância geológica, sendo apontada como ponto final da ruptura dos continentes há mais de 100 milhões de anos e nos preocupou as erosões encontradas, não sabemos se pela abertura de estradas ou ocupação de área próxima, dentro do próprio parque.A impressão que ficou foi a de não se tratar de algo natural.

Ainda com problemas na bike, Dornelas passou a bandeira de guia para Carol, que nos conduziu a partir de então. Finalmente chegamos às ruínas do velho quartel, o qual dava apoio as atividades do Forte Castelo do Mar, servindo ainda como proteção de retaguarda para incursões que porventura fossem tentadas por terra. De ponta a ponta, vistas belíssimas do porto de Suape a Gaibú e como fora cobrado, desde a primeira trilha, a ida até o próprio Water Kastell, batizado pelos portugueses como Forte de Nazaré, em 1631, antes da ocupação holandesa, um dos ícones de nossa arquitetura militar.

Apresentando uma destreza digna de louvor como guia substituta, Carol nos levou à praia de Paraíso, antigamente chamada de praia da preguiça, considerada a menor praia do estado de Pernambuco, onde nos refestelamos com caldinhos, mariscadas, sucos e refrigerantes até a chegada de Dornelas que não demorou para nos levar aos manguezais da região, passando pela ponte de madeira, até voltarmos à Gaibú.

Mas antes disso, Gabriela teve seu pneu furado, justamente depois de passar por uma poça de lama “carregando” a sua bike, para não ter que lavar, pode isso?A priori, resolvemos roubar sua bike e dar um banho de lama, mas desistimos depois que apareceu uma senhora num carro com o pneu baixo e vendo Toni, que enchia o pneu da bike de Gabriela, perguntou: “O Sr. Pode dar um arzinho aqui”? Era só o que faltava para terminar o dia com boas risadas…

Valeu pessoal, pelas brincadeiras, pela companhia fiel…

Até a próxima!

Em tempo: Toni negou-se a prestar o favor à referida senhora… Tsc, tsc, tsc…

Veja todas as fotos AQUI.

 

vb_marca_original

Anúncios

Categorias

%d blogueiros gostam disto: