Publicado por: Caio Gondim | 21 março 2010

Trilha Cabo – Pedra do Xaréu

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Pessoal,

Para a Trilha para Pedra do Xaréu, normalmente nós fazemos um percurso já bem conhecido, que chamamos de Trilha dos Holandeses, a qual se inicia em Ponte dos Carvalhos. Mas decidimos explorar uma trilha alternativa, que com certeza valeu a pena. 

Iniciamos a trilha às 8h45min e logo estávamos na antiga estrada que dava acesso a praia de Gaibu, quando não existia a atual estrada  de asfalto que se inicia depois da área urbana da cidade do Cabo de Santo Agostinho. Logo no seu início já tivemos uma prévia do que teríamos por 90% do caminho – de 15 km que nos levaria até Xaréu: Muita sombra. Havia locais que pareciam estar em um túnel escuro devido à densidade da vegetação. Em pouco tempo, o primeiro obstáculo, a estrada cortada por um riacho que aparentemente era profundo demais para ser ultrapassado, mais observando com cuidado, achamos um local para passar onde havia uma estaca deitada de um lado paro o outro do rio por onde as moças que não queriam molhar os pés desfilaram até o outro lado como Adriana.

Seguimos por essa estradinha sombreada até encontrarmos o Picadinho “antiga estrada feita com pedra picada” onde paramos um pouco para reagrupar, continuamos um pouco mais e chegamos à estada de asfalto que vai para Gaibú. Ao chegar perto da estrada, percebi um single track à nossa esquerda, como tenho alergia a ASFALTO, decidi seguir pelo single e tentar chegar à outra trilha que tínhamos para entrar uns 2 km mais a frente sem ter que seguir pelo asfalto. Seguimos e no caminho, sempre evitei pegar a trilha da direita, achado que poderia estar retornando para o asfalto, engano meu, nós acabamos retornando a estradinha aonde chegamos ao local. Fomos então obrigados a seguir pelo asfalto apesar da minha alergia.

Já no asfalto, não me conformei e fiquei o tempo todo pedalando e olhando pro outro lado da pista a mata que acompanhava a estrada, até que vi um single coberto de folha sinuoso e paralelo a estrada. Avisei imediatamente para todo mundo, tem uma trilha na mata, alguns se assustaram e pesaram que estivesse brincando, insisti vamos por esse caminho, e foi uma delicia de trilha todinha na mata Atlântica que nos levou até a outra trilha que queríamos chegar, foi muito bom pra minha alergia e a alegria geral.

Exploramos mais alguns trechos com sucesso até chegarmos à estrada do acesso a praia de Itapuama, subimos um pouco e entramos numa estrada a sua direita onde pegamos um downhill que nos deixou já bem próximo de Xaréu, mais um pouco e estávamos lá por volta das 12h 25min.

Pedra do Xaréu, praia gostosa, de mar azul, recortada por rochas vulcânicas que apesar dos bares na sua orla, ainda preserva sua beleza natural onde nós privilegiados pelo nosso lazer com nossas magrelas conseguimos vivenciar nas suas areias, águas mornas, piscinas naturais e a brisa que nos refresca na sombra da praia.

Parados no bar de seu Zezinho tomaram caldinho, refrigerante alguns foram para o banho de mar outros de chuveirão e quando começamos a sentir aquela molezinha querendo cochilar, o guia “eu” apita chamando a todos para continuar o nosso caminho agora de retorno ao Cabo.

Logo no início de nosso caminho, encontramos o asfalto outra vez, mais por uma boa causa, vala a pena pedalar por ele uns 200 metros subindo até um mirante que nos dá uma maravilhosa visão da praia de Itapoama, Praia do Paiva e lá longe Recife com céus edifícios, paramos para tirar fotos. Pra sair do local, descemos uma trilha bem travada e técnica ate a praia de Itapoama.

O sol estava muito forte e como o caminho previsto para a nossa volta ao Cabo não era o mesmo por aonde viemos, com sua abundancia de sombreamento, fizemos um plebiscito sobre se seguiríamos pela trilha do Pó, sem sombra ou pela trilha da Água que tem uma boa parte sombreada, venceu a da Água. Fomos ao sentido do Paiva onde se iniciava a trilha sombreada, mais para nossa surpresa, encontramos muita lama em possas enorme escavadas por caminhões que utilizam o caminho para pegar terra para as estradas que estão sendo asfaltadas no Paiva.

Como escolhemos a sombra, seguimos até o outro lado da mata chegando ao seu final, todos estavam completamente melados de lama, mais por incrível que pareça, Adriana e sua bike, pareciam ter vindo por outro caminho, não tinha lama alguma.

Seguíamos agora por single dentro de uma fazenda com Búfalos, até chegamos a um local onde existe um pontilhão de concreto que geralmente está encoberto pela água dos alagados ao lado da estrada, o pontilhão estava descoberto, mais para nossa surpresa, logo após ele, foi feita uma escavação com retro escavadeira, em virtude do monte de terra amontoado do outro lado, tornando o local muito profundo impedindo a passagem.

Como conhecia a região, decidi voltar e pegar uma estrada feita em aterro que ligava a trilha da Água à trilha do Pó, o que tentamos evitar no inicio, agora éramos obrigados a passar.

Aviso de problema vindo pelo rádio, o nosso amigo Rômulo Alcântara estava com problemas na transmissão, Câimbra. Paramos todos na sombra esperando nosso amigo descansar um pouco para seguir. Continuamos até chegar à trilha do Pó e paramos na sombra novamente para esperar Rômulo, para nossa surpresa, a sombra era um pé de azeitona roxa, foi uma festa e deu trabalho para conseguir sair dali.

Por outra estrada sobre aterro entre os alagados, seguimos e mais uma vez para nossa surpresa, outra escavação na estrada feita para impedir a entrada de veículos até o Paiva.
Para nossa alegria a escavação não foi tão profunda e permitia a nossa passagem. Seguimos até o engenho depois chegamos ao Picadinho e voltamos à estrada sombreada que pegamos no início da trilha.

Final de mais uma trilha e de uma exploração perfeita, descobrindo novos locais onde vale a pena retornar. Valeu demais!

Fernando Dornelas

DADOS TECNICOS:
Total = 31,05 km
Média = 11,34 km/h
Tempo total = 5h33min
Participantes = 16

Veja as fotos do nosso album AQUI!

Pedalando sempre…

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