Publicado por: Caio Gondim | 7 abril 2010

Trilha Nova Cruz – Porto Vasco

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Porto Vasco, local agradável na margem do canal de Santa Cruz, que separa a ilha de Itamaracá do continente, este foi o local que escolhemos para a trilha desse sábado 10/04/2010. Iniciamos a trilha às 08h45min e logo de cara, para aquecer um pouco a musculatura dos 28 participantes, uma subida com uns 40 metros um pouco erodida nos dava uma mostra do tipo de terreno e relevo que iríamos pedalar na primeira parte do percurso.

O céu estava bastante nublado e já chovia quando chegamos à região onde faríamos a trilha, alguns participantes chegaram a perguntar se iríamos fazer a trilha com o que parecia ser um dilúvio a caminho, mais o que parecia um problema, se tornou uma grande ajuda para nós em virtude de o terreno arenoso, ficar mais compacto facilitando a nossa passagem além da sombra proporcionada durante toda a trilha que amenizou a temperatura junto com o chuvisco de chuva que caía.

Os dois primeiros quilômetros foram feitos em estrada vicinal com algumas subidas e descidas até entrarmos na mata por um single e depois ao mangue com um riacho no meio da nossa travessia que sem problema foi ultrapassado já que a maré estava baixa naquela hora e a profundidade não ultrapassava um palmo.

Logo após a travessia do mangue, o nosso maior desafio, uma ladeira com 200 metros de comprimento mais parecia ter uns 500 metros, eu cheguei a pensar que ela tinha esticado com a chuva, ao mesmo tempo em que nos ajudava com relação à temperatura e o terreno arenoso, nos prejudicava quando havia barro e depois de molhado principalmente nas subidas e descidas fazia deslizar os pneus.

Ao chegar ao final da ladeira, tínhamos a visão do estuário do canal de Santa Cruz, Vila Velha em Itamaracá e de Maria Farinha, apesar do tempo nublado, que não nos deixava ver o verde azulado do mar, a vista lá de cima era realmente privilegiada. Juntamos todo o grupo logo após a subida, para tirar uma foto com aquela paisagem de fundo e o que nos chamou a atenção foi à disposição de alguns se encaminhando lentamente para o local onde iríamos tirar a foto, pareciam mortos vivos cansados pelo esforço na subida.

Continuamos por um planalto até encontrarmos a descida que terminava na estrada asfaltada para Nova Cruz. A descida era travada com irregularidade no solo e muito escorregadia, uns mais afoitos seguiram na frente e os mais cautelosos seguiram atrás, ao final, todos inteiros sem nenhum tombo. Cruzamos o asfalto e em pouco tempo estávamos chegando à bica do Zumbi Safári. Na bica uma surpresa, a temperatura da água estava agradável, não gelada como esperávamos. Todos aproveitaram o banho delicioso e alguns lavaram suas bikes pra elas não adoecerem com a lama.

Continuamos agora no sentido de volta, e em direção a Nova Cruz. Nesse ponto pegamos um single entre arbustos e pastagem até chegarmos à cima de um dique de uma pequena barragem, onde encontramos um barranco com uns 10 metros de altura e bem íngreme, Stephano ameaçou descer, mais não foi, começaram as provocações, ai ele tomou coragem e foi, desceu sem problema, ai, foi uma fila para descer até Patrícia foi representando o lado feminino do grupo. Pouco depois quando estávamos chegando à ruína da casa grande, o meu pneu furou, começaram a dizer que foi de propósito porque eu já estaria cansado. Parei em frente à ruína para fazer o conserto enquanto os outros foram a casa e tiravam fotos.

Conserto feito começou a descida por uma pastagem a procura da entrada encoberta pela vegetação para um dique por onde teríamos que subir, nesse momento, Flávio começou a dizer que eu estava os enganando descendo a pastagem e depois os faria voltar a subir já que não via nenhuma trilha no pasto. Encontrei a entrada para subir o dique e calei a boca de Flávio. Ao tentar subir o dique que estava bastante escorregadio, levei um senhor tombo e caí no mangue, precisando da ajuda dos companheiros para sair do buraco que cai. A partir daí, foi só gritaria e gozação, de uns com os outros na tentativa de subir o dique, depois de algumas quedas e muita gozação, seguimos e chegamos à pousada do Zumbi Safári.

Seguimos então para Nova Cruz onde paramos em um bar para nos hidratar e descansar um pouco. Saímos do local às 12h tínhamos rodado até ali 12 km e no nosso retorno, seguiríamos por um terreno mais plano com menos dificuldade. Inicialmente pegamos calçamento, depois barro na praia de Mangue Seco depois mata, onde constatamos mais uma vez o crime de desmatamento para a retirada de lenha em uma mata onde a cobertura vegetal era densa e agora virou uma clareira, isso sempre me deixa muito triste pelo desrespeito com a natureza.

Depois de rodar mais um pouco pelo que restou da mata, chegamos novamente ao mangue, onde já percebemos o aumento do nível da maré que nesse primeiro trecho de mangue, era de uns 50 centímetros cumprindo parte da roda da bike. Em seguida, chegamos ao segundo trecho de mangue o mesmo que tínhamos passado no início da trilha com um palmo de água no riacho que cruzamos, só que agora com a maré alta, quando comecei a entrar na trilha que passava no local assisti a roda da bike sendo engolida pouco a pouco a cada metro que seguia em frente até o local do riacho onde a roda sumiu completamente debaixo da água, mesmo assim consegui passa pedalando por todo o trecho.

Chegamos agora a uma pastagem onde pedalamos o último quilometro antes de chegar ao final de nossa trilha no Porto Vasco onde nos esperava uma maravilha de self service. Lavamos as bikes, tomamos banho e finalmente almoçamos. Depois de cumprimentar o apoio do Sr. Eduardo do Porto Vasco, retornamos todos para Recife.

A cada trilha variam os participantes, o que dá a cada uma delas uma característica própria, e essa especificamente pode ser caracterizada por trilha dos PALHACINHOS, parecia que a trilha estava sendo realizada no Ceará terra de muitos humoristas. Valeu pessoal, apesar de alguns tombos e da chuva, o grupo não perdeu o humor em nenhum momento, ao contrário, foi só brincadeiras e gozações, valeu e até a próxima!

Fernando Dornelas

Em virtude da chuva, ficaremos devendo as fotos…

DADOS TECNICOS:

Percurso – 18 km;
Média – 11,23 km/h;
Hora de saída – 08h45min;
Hora de termino – 13h27min;
Tempo total – 05h18min.

Pedalando sempre…

vb marca original

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