Publicado por: Caio Gondim | 2 junho 2010

Trilha Paulista – Cuieiras

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Sábado 05/06/2010, trilha de Paulista à Cuieiras, essa já estava virando um tabu é a quarta vez que tentamos fazer por completo o percurso, nas vezes anteriores tivemos sempre problemas como pneus furados, boi que laça o guia e o cansaço de alguns em virtude do nível de dificuldade da trilha junto com sol e calor bastante forte. Iniciamos a trilha às 8h07min e logo no começo, depois de rodar 1 km de asfalto chegamos ao nosso primeiro desafio, uma subida de asfalto com 400 metros e bastante íngreme, onde poucos subiram pedalando e a maioria empurrando a bike. Ao final da subida, no portão de uma estação da Compesa, nínguem via por onde sairíamos dali e começaram a achar que eu os tinha levado ate ali por brincadeira só pra descer novamente a ladeira, logo em seguida pra calar os revoltosos, entrei por um single escondido no mato que contornava até a mata que fica por traz.  

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Entramos na mata em um dos poucos locais próximo, a Recife que ainda podemos aproveitar o que resta de mata Atlântica e sentir de perto o clima ameno e o cheiro da mata. A partir daí, parecia que estava numa excursão escolar com um bando de crianças que na primeira descida onde conseguíamos uma velocidade maior, ouvia vários gritos das criancinhas no meio da mata, foi divertido ouvir. Primeiro tombo foi do calouro Carlos que estava todo vestido de preto mais ficou mesclado com barro, parecia um bife a milanesa.

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Depois de rodarmos 2,7 km de mata fechada, chegamos a uma enorme pastagem por cima de onde tínhamos uma vista privilegiada de todo o local e uma descida forte no meio do pasto até o açude lá embaixo, foi uma festa para os mais afoitos, teve gente que subiu empurrando depois de descer só pra descer novamente.

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Logo após a descida o pneu de Carlos saiu do aro e foi uma luta pra colocar e calibrar o pneu. Continuamos pedalando pelo pasto ate ouvir o grito pneu furado, paramos onde havia sombra e aguardamos o conserto. Pneu consertado descemos até a entrada do manguezal com vegetação alta que sombreava o nosso caminho, alguém que vinha atrás, disse que lugar lindo. Nesse local, primeiro problema com Lamagueta Seguimos em frente até chegar ao riacho onde a água dava na cintura e depois a estrada que dá acesso ao morro onde fica a ruína da igreja de São Bento, mais uma subida com 300 metros de calçamento e uma vista ao seu final de Maria Farinha até Olinda.

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Paramos um pouco para descansar da subida, tiramos algumas fotos e agora, como tivemos uma subida forte teríamos igualmente uma descida de muita adrenalina e muito técnica os dos 24 participantes, só seis conseguiram descer zerados. O destaque na descida foi o Carlos, calouro que em vez de descer montado na bike, saiu rolando ladeira a baixo.

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Começaram a perguntar se havia algum local para parada e hidratação, a sede começava a apertar, respondi que estava perto mais logo em seguida, ao lado direito da estrada, um bar com mesas bem sombreada e piscina que tinha um golfinho jorrando água na piscina, paramos de imediato e entramos. Bar do Kaká fica na localidade de Porto Jatobá, aí foi à maior festa, alguns foram para o chuveirão outros prá piscina e o restante nas mesas comendo galinha guisada com macaxeira. A idéia de começarmos uma nova trilha nesse local foi unânime todos aprovaram pegamos até o telefone pra marcar uma próxima oportunidade. Depois de um bom tempo, perguntei ao grupo se alguém ainda pesava em pedalar, a maioria gritou NÃO! Todos começaram a rir, foi um grupo muito descontraído e brincalhão, fazia tempo que não ria tanto em uma trilha, era brincadeira e gozação o tempo todo.

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Depois de relutarem bastante prá sair e pedirem para ir buscar os carros, pois não queriam sair do que eles achavam o paraíso, conseguimos sair, até ali só havíamos rodado 9 km e nos faltavam 21 até o final de nossa aventura. Saímos e depois de passar por um riacho, problema com Lamagueda novamente, dessa vez, quebra da corrente. No concerto da corrente, uns oito mecânicos em conjunto levaram uns vinte minutos para fazer o concerto.

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A partir desse ponto além do problema com Lamagueta, que ora amarra a palmilha do sapato ora aperta a corrente da bike, percebi que alguns estavam cansados e como estávamos perto da BR – 101 os que preferissem parar podiam voltar aviso aos participantes que o trecho a seguir seria mais pesado, com terreno mais irregular com lama e algumas subidas em single, pra minha surpresa todos decidiram seguir em frente até o final. Em pouco tempo chegamos à sede de uma fazenda que parecia abandonada, um conjunto de casas com uma capela circundando um pátio todo gramado bem verde, uma graça de lugar. Paramos um pouco a sobra para descanso e depois seguimos mais logo em seguida no primeiro cruzamento de estradas, uma galinha preta uma lata de Pitu e velas, ou seja, macumba.

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Pegamos o caminho da direita e depois de mais algumas ladeiras, chegamos finalmente à Cueiras às 13h30min depois de rodarmos 18,53 km. Paramos na casa de dona Luisa já conhecida nossa bebemos e comemos o seu Sururu no alho e óleo e às 14h25min saímos de volta para Paulista.

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  No caminho de volta, bem mais leve e curto só uma descida em velocidade fez a alegria dos mais agitados e às 15h20min chegamos ao posto onde deixamos os nossos carros. Finalmente quebrado o tabu da trilha que nunca se fazia por completo e com certeza uma maravilha de trilha, onde andamos em diversos tipos de terreno como mata atlântica fechada, pastagem, manguezal e coqueiral além das subidas que nos davam uma visão privilegiada da região.

Resenha de Fernando Dornelas

Fotos de Sergio Falcone. Veja mais AQUI!

DADOS TECNICOS:
Saida – 8h07min;
Chegada – 15h20min;
Percurso – 29,57 Km;
Tempo total – 7h13min
Média – 11,3 Km/h;
Máxima – 47,9 Km/h.

Pedalando sempre…

vb marca original

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